
Ou o fim do começo. De modo geral, o ser humano tem dificuldade em encerrar uma etapa e até mesmo sente medo de uma nova. O que necessariamente não é tão ruim, já que esse instinto acaba nos ajudando a ir mais devagar e pensar com mais clareza. Mas escrevi toda introdução simplesmente pra dizer que: esse não é o nosso caso.
Dia 7 de dezembro a gente deixou pra trás aquela fase inicial de planejamento e até mesmo de incerteza, pra começar a pôr a mão na massa (ou no arquivo). E foi uma sensação tão boa que a gente nem ligou pro fato de ter avançado uma etapa. As vezes as coisas são assim mesmo. A gente até tenta focar na conquista, mas o que encanta mesmo é o processo até ela.
Esse “fim” significa que estamos caminhando, estamos tirando nossos projetos do papel, estamos dando forma a nossas ideias e estamos tirando as memórias do esquecimento.
O trabalho propriamente dito foi feito em etapas, onde escolhemos um documento, montamos a iluminação e testamos em qual celular iríamos fazer o escaneamento oficial. Tivemos a honra de presenciar prof Guilherme subindo na cadeira com um celular na mão e se tornando nosso scaner humano. Aliás renderam muitas selfies muito boas pra gente mostrar que o pesquisador brasileiro passa perrengue mas se diverte.
Depois passamos a parte mais complexa do dia: criar categorias de modo que os milhares de documentos que nos esperam pudessem ser facilmente encontrados (ok, aqui a gente foi muito otimista).
Acho que apesar de tudo, o fim do começo é um título até ousado, já que enquanto houver ESDI, tem história e consequentemente tem memória e arquivo. A verdade é que os começos são infinitos, mas tomara que os fins dos começos sejam ainda mais.